Pubblicazione dell’Associazione per l’Interscambio Culturale Italia Brasile Anita e Giuseppe Garibaldi

Publicação bimestral . Nº 125 - 126 - Ano XIV - Março / Abril 13 - R$ 10,00

PSDB agora vai priorizar a eleição em quatro Estados

por andrea em terça-feira, 24 de agosto de 2010 às 13:27

 

A cúpula do PSDB se encontra amanhã, em São Paulo, para analisar as chances do partido em todo o país e discutir estratégias para a sobrevivência da oposição em caso de derrota na eleição presidencial.

Os tucanos vão priorizar a eleição para governador em São Paulo, Paraná e Goiás – Estados em que seus candidatos aparecem à frente nas pesquisas – e Minas Gerais, onde o ex-ministro Hélio Costa (PMDB), aliado petista, lidera a disputa.

O PSDB conta eleger ao menos oito senadores, entre – eles Aécio Neves (MG) e Tasso Jereissati (CE).

Além do mineiro, que grava depoimento para o programa de José Serra, candidatos a governador com mais chance de vitória vão reforçar o horário eleitoral.

Os ajustes na campanha ao Planalto incluem a adoção de um tom mais agressivo no rádio e na TV para levar a disputa com o PT para o segundo turno.

PSDB vai focar em 4 Estados para garantir “sobrevivência”

No plano nacional, foco é conseguir levar candidatura de Serra ao 2º turno. Cúpula do partido se reúne amanhã em SP, com Aécio, para traçar mudanças na campanha nacional e nas estaduais

Preocupado com a queda do candidato José Serra nas pesquisas de opinião, o comando do PSDB já discute ajustes na campanha nacional e uma estratégia de sobrevivência da oposição em caso de derrota na corrida presidencial. O partido apostará suas fichas na eleição de governadores de quatro Estados: São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás.

Além da correção de rumo para a Presidência, a cúpula tucana se reúne, amanhã em São Paulo, para discutir o futuro da campanha e o destino do partido.

Chamado a São Paulo a pretexto de gravar sua participação na propaganda de Serra, o ex-governador de Minas Aécio Neves tem encontro marcado com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE).

Segundo tucanos, está prevista ainda a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na conversa. A assessoria de FHC afirma, porém, que “até o momento, não consta nada do tipo na agenda dele”.

Serra deve estar no Rio Grande do Norte amanhã, dia da reunião.

A partir de agora, o partido deverá concentrar seus esforços na manutenção do governo de Minas, onde o peemedebista Hélio Costa lidera a disputa. Apesar de remotas, há expectativa de vitórias no Pará e no Piauí.

O tucanato conta ainda com a eleição de pelo menos oito senadores, entre eles Aécio e Tasso Jereissati (CE).

No plano nacional, todo o movimento será para garantir a chegada de Serra ao segundo turno -o foco deve ficar nos nove maiores colégios eleitorais do país.

Nos Estados, as candidaturas nos quatro locais-chave onde o partido tem boas chances devem receber um impulso financeiro extra.

Além de Aécio, que lidera a disputa pelo Senado em Minas, todos os candidatos a governador com chance de vitória – entre eles, Beto Richa (PR) e Marconi Perillo (GO) – vão participar do programa de Serra na TV.

SEM LULA NA TV

Segundo Guerra, a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deverá ser usada novamente. Semana passada, causou tremores no PSDB a exibição de fotos de Serra ao lado de Lula.

“A presença do presidente Lula não mudou nada. Não teve nenhum impacto. Não valeu nada. E por isso não deve se repetir”, disse Guerra, após reunião com o coordenador de comunicação da campanha, Luiz Gonzalez.

Tucanos esperam, a partir de hoje, um programa mais agressivo. O comando da campanha tem pronto um jingle que cita o nome do ex-ministro José Dirceu.

Guerra estará hoje em Porto Alegre e Santa Catarina ao lado do presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ), e do ex-presidente Jorge Bornhausen. Na viagem, o trio trabalhará para aplacar abalos na aliança nos Sul.

Na noite de domingo, Guerra se reuniu com coordenadores da campanha, na área de mobilização, infraestrutura e arrecadação.

Apesar de o comando da campanha descartar dificuldades de arrecadação, integrantes da equipe se queixaram da carência material.

Sob pressão, o coordenador administrativo da campanha, José Henrique Reis Lobo, disse que seria temerário gastar além do cronograma, sob pena de estourar o orçamento da campanha.

Guerra argumentou que dois programas não eram suficientes para se aferir a eficácia da propaganda. Serra está 17 pontos atrás de Dilma Rousseff (PT) no Datafolha.

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