Pubblicazione dell’Associazione per l’Interscambio Culturale Italia Brasile Anita e Giuseppe Garibaldi

Publicação bimestral . Nº 125 - 126 - Ano XIV - Março / Abril 13 - R$ 10,00

Após exílio no Planalto, Lula retoma campanha por Dilma

por andrea em domingo, 10 de outubro de 2010 às 5:31

 

BRASÍLIA – O desânimo com o fim da esperança de ver sua candidata, Dilma Rousseff (PT), vencer as eleições presidenciais no primeiro turno fez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se exilar em Brasília na semana que passou. Ele ficou no Palácio do Planalto durante quatro dias, comportamento incomum nos últimos três meses de campanha. Deixou a capital somente para ir ao Rio inaugurar a plataforma P-57 e o Centro de Pesquisas da Petrobras.

Fazia pelo menos um mês que isso não acontecia. Mas a pausa já vai acabar. Esta semana, Lula retoma a rotina de viagens e comícios, ao lado de Dilma e aliados que disputam governos estaduais. Em setembro, Lula começou a passar pouco tempo em Brasília. Dos 22 dias úteis do mês, ficou nove no Planalto – em algumas ocasiões, apenas uma parte do dia – e participou de 14 comícios de Dilma e aliados. A maratona intensa em favor de seus candidatos começou em meados de agosto.

Agenda eleitoral do presidente inclui estados

A rotina eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recomeça na segunda-feira. Há uma previsão de que ele participe de um comício em favor dos petistas Agnelo Queiroz (PT), candidato ao governo do Distrito Federal, e Dilma Rousseff, candidata à Presidência, em Ceilândia, uma cidade-satélite de Brasília.

Na quarta-feira, depois de receber o prefeito do Rio, Eduardo Paes, Lula vai a Teresina para ajudar o candidato Wilson Martins (PSB), que disputa o governo do Piauí com Silvio Mendes (PSDB). Depois de cumprir, na quinta-feira, uma agenda oficial no estado, Lula irá a Belém.

No Pará, há outro embate entre petistas e tucanos. A atual governadora, Ana Júlia Carepa (PT), concorre com Simão Jatene (PSDB). O presidente quer usar sua popularidade para tentar alavancar a pesada candidatura de Ana Júlia – o tucano conquistou, no primeiro turno, 48,92% dos votos, enquanto a petista ficou com 36,05%.

Na sexta-feira, Lula estará em Santa Catarina, mas, como lá o senador Raimundo Colombo (DEM) foi eleito no primeiro turno, não haverá comício.

Lula já deixara em branco agenda internacional

Durante a campanha, mudou também a agenda internacional de Lula. Além de suspender as viagens ao exterior, era comum, antes do período eleitoral, o presidente receber praticamente toda semana algum chefe de Estado estrangeiro. O último presidente recebido por Lula foi Juan Manuel Santos, da Colômbia, em 1 de setembro.

Já o último compromisso de Lula fora do país ocorreu dia 7 de agosto, justamente na posse do presidente colombiano. A agenda futura de compromissos internacionais também é uma incógnita. Precavido com a possibilidade de segundo turno, embora acreditasse que Dilma poderia vencer no primeiro, Lula deixou o mês de outubro em branco.

Mas vai desmarcar também um compromisso que teria no início de novembro no Chile. O presidente iria ao país retribuir a visita de seu colega Sebastián Piñera ao Brasil. Agora, esse compromisso está congelado. Por enquanto, não se sabe se irá cumpri-lo depois.

Ainda no plano internacional, antes de Dilma estancar a subida que lhe garantiria vencer a eleição no primeiro turno, o presidente já planejava levar sua pupila para a reunião do G-20, em Seul, e talvez para a COP-16, no México. Agora, certeza, por enquanto, somente a viagem dele ao G-20

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